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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Aécio Neves anuncia 6 coordenadores para programa de governo


Por Hícaro Teixeira

Rio de Janeiro - Os nomes dos especialistas que farão parte da formulação do programa de governo do candidato à Presidência da República, Aécio Neves, do PSDB, foram apresentados nessa sexta-feira (20), sob a coordenação de Antonio Anastania. Entre os indicados está o economista Armínio Fraga e o ex-deputado federal Fabio Feldmann na “área econômica e meio ambiente”.

O sociólogo Cláudio Beato ficará responsável pela segurança pública. Para  “políticas sociais” a professora da PUC-SP e doutora em Serviço Social Carminha Brant; a socióloga Maria Helena Guimarães de Castro “educação”; o escritor Affonso Romano de Sant’Anna  “cultura”; e o fundador do AfroReggae, José Júnior, ajudará na discussão das ações relacionadas à “juventude”. 




Segundo Aécio, a ideia é buscar a elaboração de um programa plural, que faça a convergência de linhas de pensamento distintas de áreas essenciais ao país. A fórmula criada pelo candidato tem nomes alinhados ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckimin.

Perfis

Affonso Romano de Sant’Anna (Cultura)

Professor, poeta, cronista, jornalista e administrador cultural, presidiu a Fundação Biblioteca Nacional de 1990 a 1996. Foi secretário-geral da Associação das Bibliotecas Nacionais Ibero-Americanas e presidente do Conselho do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e no Caribe (CERLALC). Lecionou em diversas universidades no país e no exterior e dirigiu o Departamento de Letras e Artes da PUC-RJ, onde foi o idealizador e organizador do encontro Expoesia, que reuniu cerca de 600 poetas, em 1973. Autor de mais de 40 livros publicados, além de poemas célebres, como “Que país é este?”.

Carminha Brant (Políticas Sociais)

Maria do Carmo Brant de Carvalho possui trajetória como assistente social em órgãos públicos, professora na PUC-SP e no exterior, doutora em Serviço Social pela PUC-SP e pós-doutorada em Ciência Política Aplicada pela École des Hautes Études em Sciences Sociales de Paris. Superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) de 2000 a 2010. Atualmente desenvolve consultoria a diversos projetos nas áreas de Habitação, Assistência Social e Educação Públicas.

Cláudio Beato (Segurança Pública)

Professor titular do Departamento de Sociologia da UFMG, mestre e doutor pela Sociedade Brasileira de Instrução – SBI/IUPERJ, atualmente é coordenador do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública (CRISP). Consultor em diversos países da América Latina para o desenvolvimento de programas e projetos de controle e prevenção da violência. Também atuou com o Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. Coordenou o programa de governo do então candidato ao governo de Minas, Antonio Anastasia, em 2010.

José Júnior (Juventude)

Em agosto de 1993, os moradores de em Vigário Geral, no Rio de Janeiro, sofreram com uma chacina que matou 21 pessoas. No mês seguinte, José Júnior começou um trabalho que deu início a uma nova forma de educação e descriminalização da cidade. O Grupo Cultural AfroReggae, que Júnior coordena, passou a oferecer oficinas de reciclagem de lixo, percussão e de dança afro na comunidade, no Núcleo Comunitário de Cultura. Júnior já atuou diversas vezes como mediador de conflitos. Hoje, o AfroReggae conta com quatro núcleos de atuação, mais de 30 projetos em andamento, 9 grupos artísticos, centro de informática e programas de TV. Suas oficinas já foram multiplicadas em vários países, a convite da ONU.

Maria Helena Guimarães de Castro (Educação)

Socióloga especialista em Educação, mestre em Ciência Política pela Unicamp, na qual é professora aposentada e atua como pesquisadora. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, foi secretária-executiva do Ministério da Educação, em 2002, e presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) de 1995 e 2001. Foi secretária de Estado de Educação de São Paulo. No governo paulista, também foi secretária das pastas de Assistência e Desenvolvimento Social e Ciência e Tecnologia. Atualmente, é diretora-executiva da Fundação SEADE, de São Paulo. Participa de conselhos de entidades ligadas à educação, como a Todos pela Educação. Membro da Academia Brasileira de Educação desde 2005.

Fabio Feldman (Meio Ambiente e Sustentabilidade)

Deputado constituinte responsável por grande parte da legislação ambiental brasileira, com atuação destacada na sociedade civil, é fundador e foi o primeiro presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, membro do Conselho do Greenpeace Internacional, da Conservation International (CI), do Global Reporting Initiative (GRI), entre diversas outras entidades ligadas ao tema. Criador e primeiro secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e ex-secretário de Estado de Meio Ambiente de São Paulo. Como reconhecimento pelo seu trabalho, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, dentre eles o Prêmio Global 500 das Nações Unidas.




sábado, 14 de junho de 2014

Aécio critica as “estranhas” relações do governo PT com Cuba

Por Hícaro Teixeira

SÃO PAULO - O candidato à Presidência da República Aécio Neves, do PSDB, iniciou no sábado (14), em São Paulo (SP), a corrida eleitoral rumo as rampas do Palácio do Planalto. Com o tom elevado no discurso, Aécio atacou o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), durante a convenção que participou 5 mil pessoas. 

Foto:psdb.org


“Assim que eu assumir o governo mostrarei o rombo que o PT fez nas contas públicas.
Portanto, o governo alega que não tem sobrado recursos para modernizar os portos do país, as rodovias e metrôs brasileiros -, mas tem dinheiro para fazer obras em países alinhados ideologicamente”, ressaltou.

Aécio comentou que o PT tem medo de dar informações à sociedade sobre os portos em Cuba. “Irei revelar para o Brasil os benefícios que esses financiamentos tiveram”, pontua.

O objetivo, segundo Aécio, é gerar um novo Brasil, onde haja um novo ciclo de educação de qualidade e saúde digna na porta das famílias brasileiras, e falou que um tsumami vai varrer o PT do Poder.

Participaram da convenção do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador de SP José Serra, o atual governador do Estado, Geraldo Alckmin e o senador José Agripino do (DEM-RN).

“Não existe educação com esse atual governo. Sou professor há anos e sei o carinho que os professores merecem. Queremos agora uma educação de qualidade, da mesma forma que Aécio fez em Minas Gerais (MG). Nós queremos segurança também, quem não quer? Só a elite não precisam – pois vivem cercados de guardas”, comentou FHC

Para alegrar a festa no ninho tucano, Serra discursou em apoio ao Aécio – que foi um mérito para o candidato. O ex-governador já foi apontado pelo os próprios tucanos, como adversário interno do candidato. “Quero saudar o presidente nacional do PSDB e o futuro presidente do Brasil”, disse Serra.


Nada decidido

Seria decidido nesse sábado a escolha do nome que concorreria à vice-presidência, junto com Aécio - mas nada foi acertado. O nome do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) foi cogitado várias vezes para vice, e de Serra também, entretanto, o ex-governador informou ao jornal O Estado de S.Paulo que sairá como candidato à Câmara. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Manifestação nos estádios

Foto: Nilton Fukida/Estãdo Conteúdo
Opinião:Por Hícaro Teixeira

As manifestações anunciadas durante todos esses meses ocorreu dentro do estádio ontem, na abertura da Copa do Mundo. Se a presidente Dilma Rouseff foi vaiada - coisa boa ela não andou fazendo para as coisas chegarem a esse ponto. O tom de agressividade levantado no estádio é o mesmo que o governo levanta para a população nesses 4 anos.
Portanto, é legítimo a manifestação de pensamento - e vale lembrar que não é um "patriotismo inatural" - e sim liberdade de expressão.
Vale lembrar, no entanto, que a Constituição Federal no inciso IV do artigo 5º. assegura que é “livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”, e o parágrafo 2º, do mesmo artigo constitucional, também veda “toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”. A liberdade de expressão é um instrumento da democracia - e tem que ser respeitado.
A FIFA está querendo barrar torcedores que estão entrando no estádio com cartazes, faixas ou mesmo vestir roupas que exprimam opiniões políticas - e isso fere a liberdade de expressão.
O mais engraçado no meio desse acontecimento é que a elite sempre leva a culpa, só porque os xingamentos e vaias partiram da arquibancada em que o valor do ingresso é R$ 990,00. E não foi a primeira vez que isso aconteceu. Na Copa das Confederações, a presidente foi vaiada também, no Estádio Nacional em Brasília.
A Dilma pode passar em um bairro pobre que é vaiada e xingada da mesma forma.
Foto: Nilton Fukida/Estãdo Conteúdo

sábado, 7 de junho de 2014

O poder da mentira

Análise/Opinião
Por Hícaro Teixeira


As pessoas estão jogando da forma mais baixa nesse ano eleitoral. Fico impressionado, a cada dia, com associação da imagem do Aécio Neves com a cocaína. Quem repete e compartilha essa história mostra que perdeu o freio, e principalmente, o bom senso. 


Aécio em uma festa com a filha
No entanto, isso não serve só para o Aécio: já disseram que a presidente Dilma Rousseff "usa cueca" - e vários outras histórias. Essas calúnias criam um marketing negativo em cima da pessoa, que é difícil de desgrudar lá na frente, pois a imprensa passa a repetir isso constantemente, a ponto de desgastar a imagem da pessoa.

O que me impressiona é ver profissionais - que tem anos de experiência na minha frente, de vida e profissão, compartilhar isso, sem ter uma prova sequer. Observo muitos compartilhando links sem checar a informação, que vem de "blogs sujos" (de direita e esquerda) que criam histórias bizarras. Portanto, a melhor dica é observar quem escreve. Faça uma pesquisa sobre o nome do autor... Veja se ele tem provas (documentos: imagens, fotos, vídeos, áudio, laudos, exames ou até comprovação por parte Polícia Federal). 


Caros, a informação de um jornalista nunca comprova nada, muitos acham que só o fato do profissional publicar num jornal, é algo concreto. Hoje a falta de ética no jornalismo destrói muitas reputações. Lembre-se: até o William Bonner erra. Já vi ex-professores postando links bizarros - acredite -  e para uma pessoa tornar-se professor é necessário estudar anos num mestrado.  


Aécio durante uma entrevista à imprensa. O blog Diário do Mundo
publicou uma falsa notícia de que ele estaria bêbado na imagem.  
Na última segunda-feira, no Roda Vida, programa de entrevistas da TV Cultura, assisti o candidato Aécio Neves,  e um jornalista muito importante do jornal Folha de S.Paulo, que respeito e acompanho muito, questionou Aécio sobre o uso da maconha na adolescência. Não sei se o objetivo do jornalista foi construir uma ponte para que a pergunta do outro colega da revista Piauí caminhasse em cima - com o objetivo de dar a oportunidade de ser questionado a tal história "da cocaína". Depois o jornalista da revista insistiu muito nesse ponto, afim de desgastar o candidato. 

Um dos objetivos do marketing também é aproveitar a imagem de "político jovem" do Aécio e associar como "o cara das baladas em Leblon" ou "o jovem cheirador". Isso é baixo. Até histórias de que ele teve "overdose" aparecem nesses blogs.

E aí a gente coloca um exemplo: vem um jornalista e questiona a Dilma, no meio do programa, se ela é homossexual. Poxa, por favor, né? Isso não é desnecessário? 

A mentira chega num nível tão elevado que faz as pessoas comentarem o seguinte: "Pra que irei escolher um candidato que dizem que cheira pó? Ele vai pegar o dinheiro público e comprar tudo de pó pra cheirar". E é daí pra pior. O que falta é ter bom senso e compreensão. 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

A iniciativa privada ia financiar a construção dos estádios, diz Dilma

06 Junho 2014 – 21:49
Por Hícaro Teixeira

Heinrich Aikawa/Instituto Lula
PORTO ALEGRE - A presidente Dilma Rousseff disse nessa sexta-feira (6), em Porto Alegre (RS), que a construção dos estádios no Brasil seria por conta da iniciativa privada – mas preferiu que fosse com o dinheiro do governo, pois as obras não seriam concluídas com mais rapidez. A presidente também ressaltou, durante o Encontro do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul, que os estádios foram financiados através do empréstimo dos bancos.

“No início a FIFA nos informou que os estádios seriam privados. Com o passar do tempo vimos que não ia aparecer estádio nenhum. Nos dispomos financiar com um valor que chegava a R$ 4 bilhões. O gasto com os estádios no total foram de R$ 8 bilhões, sendo que 4 bilhões foi financiamento que o governo federal colocou à disposição dos 12 estádios”, afirmou.


E, também, Dilma explicou sobre a construção dos aeroportos, alegando que no período em que o terminal 3 de Cumbica foi inaugurado, “houveram apenas umas goteiras”. 


Assim que o terminal foi concluído, a mídia noticiou que além das goteiras faltava água nos banheiros e ausência de sinalização – que inclusive – foram apontadas pelos passageiros.

Dilma esteve presente junto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no evento organizado pelo PT gaúcho, para lançar a chapa com a pré-candidatura de Tarso Genro à reeleição para o governo do Estado e do ex-governador Olívio Dutra (PT) ao Senado, ao lado dos aliados do PC do B, PTB, PR, PROS, PTL, PTC.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

A Copa das Copas?

Artigo/Opinião
Por Hícaro Teixeira


BRASÍLIA - Antes do Brasil ser ratificado no dia 30 de outubro de 2007, para receber a Copa do Mundo, houveram 8 reuniões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (quando era presidente) com o presidente da FIFA Joseph Blatter. O Brasil foi criticado, por Blatter, pelas as péssimas condições dos estádios e a falta de infra-estrutura no País para receber a Copa, e Lula deixou claro que tudo seria reformado até 2014. 

Como o ex-presidente era uma “pessoa de confiança” para os brasileiros, tudo ficou acertado, o Brasil estaria preparado para receber os jogos de 2014, após reformas. Com o passar dos anos, o brasileiro viu que tudo estava do mesmo jeito, até irem às ruas manifestarem em junho e julho, pegando carona com as manifestações de R$ 0,20 centavos em São Paulo (SP). Dizem por aí que não foi uma manifestação definida, e sim, confusa - pois muitos levantaram várias placas com reinvidicações diferentes. É importante lembrar que os motivos eram tantos - que não daria para criar uma manifestação para cada mazela.

Em 2013 a presidente Dilma Rousseff (PT), em cadeia nacional na TV, anunciou os cinco pactos: o de
responsabilidade fiscal, reforma política, melhora na saúde; respeito ao transporte público e mobilidade urbana; e a reforma na educação. Ela cumpriu? Não, apenas prometeu e maquiou. A maquiagem saiu e a promessa da reforma política foi deixada de lado.

Os olhos do mundo estão voltados para o Brasil. A imprensa internacional está apontando inúmeros problemas no País, inclusive, o Washignton Post publicou uma matéria sobre o superfaturamento nos estádios, destacando em manchete, que o Brasil passa “por uma fase triste”.

Não dá para esconder também que diariamente as novas classes médias baixas passam por inúmeros problemas provocado pela falta de estrutura do governo. Aí vem a pergunta? Será que vai valer a pena receber a Copa? Pode ser que sim, pois é o sonho do brasileiro. Mas o Brasil tem condições? Não.

Depois vem o famoso questionamento que virou clichê: “mas o brasileiro teve o tempo suficiente para negar a ratificação da Copa no País”. Sim! E teve. Mas todos acreditaram que o governo melhoraria tudo até 2014, conforme havia prometido. E melhorou? Não mesmo. Lula autorizou a Copa pensando nas eleições, pois ele aproveitou o ponto fraco do brasileiro: o futebol.   


A melhor resposta do presidente Lula, para carimbar a cara, foi ressaltar em discurso que “considera babaquice a construção de linhas de metrô que atendam a estádios de futebol”. O que acontece com o país do futebol é triste. Infelizmente a Copa foi engendrada como um evento político. Tudo foi feito às pressas.

sábado, 17 de maio de 2014

Entrevista: Geraldo Magela - PT



 Geraldo Magela - PT
“Nós temos a obrigação de pensar em melhorias para toda a região metropolitana”

Pré-candidato ao Senado Federal, deputado federal Geraldo Magela (PT-DF) responde polêmicas envolvendo a Secretaria de Habitação do Distrito Federal e se posiciona sobre a gestão atual do governo Agnelo.
Por Fernanda Queiroz e Hícaro Teixeira

Indicado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) como um dos parlamentares mais atuantes, o deputado federal Geraldo Magela (PT-DF) completa este ano 35 anos de vida pública. E em seu terceiro mandato como deputado, eleito com 86 mil votos, acumula experiências como deputado distrital e secretário de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano. Magela foi membro do grupo de criação da Lei Orgânica na Câmara Legislativa, relator geral do Orçamento da União na Câmara dos Deputados, e em 2010 assumiu a PPCUB na Sedhab, principal plano de preservação de Brasília, exigida pela Unesco. “As principais propostas vão surgir do debate que eu vou fazer com a sociedade”. Ao Cotidiano Blog, o pré-candidato apresenta suas ideias para as eleições, comentando a gestão do PT no DF e analisa casos polêmicos da capital e do Brasil. 
Foto: Blog do Magela


Cotidiano – De que forma o trabalho no Senado pode garantir melhorias no DF?
Magela - O papel do Senador é sobretudo representar a população do seu estado. No caso do DF nós temos obrigação de buscar recursos para melhorar os serviços públicos e para melhorar a condição de vida, especialmente para fazer melhorias que sejam estruturantes não apenas para o DF mas para toda região metropolitana envolvendo os estados de Minas Gerais (MG) e de Goiás (GO).

Cotidiano – O que você destacaria que seja de extrema importância para melhorar em Brasília. Com o seu trabalho no Senado será possível?

Magela – Eu considero que nós vamos ter que buscar recursos para a melhoria da saúde pública, que é uma demanda da população. Vamos olhar com muita atenção para a questão da segurança pública. E, por fim, ajudar no processo de melhoria dos salários dos trabalhadores da educação e dos servidores públicos de um modo geral.

Cotidiano – Quais são suas principais propostas para a eleição deste ano?

Magela - As principais propostas vão surgir do debate que eu vou fazer com a sociedade. Eu tenho as minhas teses e as ideias do meu partido, mas eu quero ouvir muito a população. Nós temos assuntos que são latentes neste momento como, por exemplo, o debate que é feito sobre segurança pública. Além disso, vou defender teses das quais eu já trabalho, como o de estabelecer no Brasil o voto facultativo para toda a população. Eu diria que as bandeiras da educação, segurança pública e voto facultativo constarão de qualquer forma na minha plataforma de campanha, mas o conjunto da plataforma vai depender do que nós ouvirmos da população.

Cotidiano – Que balanço o sr. faz do seu mandato como deputado federal?

Magela – Eu considero que os mandatos que exerci de deputado foram de sucesso. Eu consegui aprovar algumas leis, o que é raro no parlamento brasileiro. Destaco como uma lei importante a que garante a gratuidade no registro de nascimento e a lei que diferenciou a pichação do grafite. Destaco também o trabalho que exerci como relator geral do orçamento da União no ano de 2009 que foi reconhecido como um trabalho muito sério e de bons resultados para o País. O que eu ainda vejo como necessidade de trabalhar é reforma política, uma exigência da sociedade. Eu sempre defendi o financiamento público e exclusivo de campanha, sempre defendi o voto facultativo, e são temas que ainda não foram abordados no Congresso Nacional e que nós vamos ter que discutir.

Cotidiano - A última pesquisa do CNI-Ibope avaliou o governador Agnelo Queiroz como o segundo pior do País. Apenas 9% dos brasilienses avaliaram como positiva a atual gestão do DF. Qual é sua opinião desse resultado?

Magela - O governo Agnelo é um bom governo, ele é melhor do que parece ser, porque houve alguns equívocos em certos momentos de divulgação. Na verdade o governo teve que passar dois anos cumprindo um compromisso que não era do GDF - era do Brasil com exterior por causa do estádio. A população já está avaliando diferente. Todos vêem que o nosso governo é sério.     

Cotidiano - Não houve nenhuma discussão dentro do PT para colocar outro candidato para concorrer na capital federal?

Magela - Não. O PT não quer mudar o candidato porque avalia que o governo vai bem. O que existe hoje no governo é aquilo que qualquer outro faria. O conteúdo do governo é muito bom, então não houve ninguém que se propusesse ou que fosse apresentado para disputar a vaga de governo.

Cotidiano - O seu nome não foi mencionado nenhuma vez? O sr. já concorreu contra o Roriz...

Magela - Meu nome sempre foi lembrado dentro do PT para vários cargos, mas sempre deixei claro que a nossa posição era de não disputar a vaga do governo e que a nossa intenção é o Senado.

Cotidiano - Nas BRs existem outdoors com a propaganda da revista Urbana UP, e o sr. é a capa dela (está com camisa vermelha, inclusive). Essa propaganda não estaria driblando a legislação eleitoral, que só deixa fazer anúncios a partir do dia 5 de julho?

Magela - Evidentemente que não. Se houvesse essa interpretação o Ministério Público teria acionado a Justiça para retirar os outdoors. O atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral [José Dias Toffoli], deixa claro que propaganda antecipada é quando se pede voto. Mas na revista Urbana UP foi uma capa que deram pra mim, e isso é um orgulho - mas é uma notícia. A matéria é especificamente abordando a inserção da mulher seja como beneficiária ou como trabalhadora. Na nossa política temos muitas propostas que beneficiam as mulheres, e isso é informação livre.

Cotidiano - Quais serão as alterações nas planilhas e mapas do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB) ?

Magela - O PPCUB é um plano de preservação exigido pela Unesco, portanto, esse plano está atrasado há 26 anos, ele já deveria existir desde o momento que Brasília se declarou como patrimônio cultural da humanidade. Somente agora que avançamos. Muita gente falou coisas sem ter conhecimento algum - e muita besteira. Teve gente que falava de urbanismo e na verdade o fundo era econômico.

Cotidiano - Especialistas, arquitetos e urbanistas são contra a aprovação o Plano de Presenvação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB) como está, pois alteram as planilhas e mapas, além de prever uma nova cidade atrás da antiga rodoferroviária. O que você acha dessas opiniões e qual sua posição sobre a construção dessa “nova cidade”?

Magela -  Isso é desinformação dos arquitetos, que inclusive uns são pagos pra dizer isso. O PPCUB é um plano de preservação exigido pela Unesco e esse plano está atrasado há 26 anos, desde que Brasília foi declarada como patrimônio cultural da humanidade. Somente agora que avançamos e ele está em discussão há quatro anos. Muita gente falou coisas sem ter conhecimento algum - e muita besteira, inclusive falavam de urbanismo, quando na verdade o fundo era econômico, representando interesses de empresários que são contra o Plano. O mais importante a se dizer é que a diretora-presidente do Iphan [Jurema Machado] escreveu que o PPCUB está de acordo com aquilo que o Instituto aponta como positivo. O PDOT já estabelece que a área atrás da rodoferroviária é urbana. E como o PPCUB estabelece o entorno da área que é tombada, isso não cria nada novo, apenas explica o que fazer com a área.

Cotidiano - Sobre a copa, o que ficará de herança do mundial em Brasília, especificamente?

Magela – A copa vai deixar para Brasília vários legados positivos. O primeiro é o Estádio Nacional, um dos mais belos e mais funcionais do mundo. Servirá para Brasília tanto em grandes espetáculos esportivos, como culturais. Neste um ano de funcionamento ele [Estádio] já recebeu um número de frequentadores que é maior do que toda a soma dos 50 anos anteriores. Além disso, nós vamos ter um dos melhores e maiores aeroportos do Brasil e, provavelmente, um dos mais modernos do mundo. E, claro, as grandes obras de mobilidade que vão garantir acesso ao centro da cidade com mais qualidade.

Cotidiano - Temos visto um fenômeno de "justiça com as próprias mãos". Ao que você atribui esses casos?

Magela – Eu vejo isso como consequência da sensação de impunidade da população. A sociedade tem uma percepção de que a justiça além de lenta, é ineficaz. Isso é problema da lei? Não. É uma interpretação equivocada da lei porque, qualquer criminoso perigoso pode responder preso. Agora essa sensação leva as pessoas a querer fazer “justiça com as próprias mãos”, o que é um equívoco, um erro. O que nós precisamos dar a justiça são condições para que seja eficaz e rápida. Isso certamente pode ajudar a diminuir essa sensação de impunidade e naturalmente impedir que as pessoas busquem fazer “justiça com as próprias mãos”.