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domingo, 12 de janeiro de 2014

Lúcifer passou mal no Carandiru. Por Hícaro Teixeira

Por Hícaro Teixeira

"Já ouviu falar de Lúcifer? Que veio do inferno com moral. Um dia... no Carandiru, não... ele é só mais um, comendo rango azedo com pneumonia", É o que diz a letra do vocalista do Racionais MC'S, Mano Brown, na música 'Diário de um Detento' - escrita em outubro de 1992.


Em outubro 2013, quem continuou escrevendo a letra foi a jornalista Cynara Menezes, em uma reportagem especial na revista Carta Capital. Ela relatou as condições subumanas dos presos nos presídios brasileiros; mostrou também a preocupação do Estado, que diz ser Democrático de Direito, e como sempre: a corrupção entre políticos e empresários.

Segundo a reportagem, uma parte das empresas que fornecem marmitas, contratadas através do processo de licitação do governo, "nem sequer paga funcionários, pois os presos trabalham na cozinha dos presídios e, além do mais, cobra do poder público pelas refeições fornecidas preços até duas vezes superiores aos praticados do lado de fora".

Essas denúncias ocorrem no governo PSDB, em Minas Gerais - gestão do Antonio Anastasia; no governo Agnelo Queiroz, do PT-DF; no Acre também PT, e Espirito Santo - PSB. Ah! E principalmente no maranhão, pela família Sarney, do PMDB.

"O ser humano é descartável no Brasil. Como modess usado ou bombril. Cadeia? Claro que o sistema não quis. Esconde o que a novela não diz", conta a letra do Racionais.



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Anastasia investe 1,7 bilhões nos salários dos servidores da educação em MG

Por Hícaro Teixeira  

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB-MG), aumenta o salário dos servidores da educação. Cerca de 1,7 bilhão está sendo investido. A lei foi sancionada por Anastasia nesta quinta-feira (02) e aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Ela estabelece a política remuneratória e um reajuste de 5% para todos os servidores.

“Estamos honrando compromissos com os profissionais da educação em Minas Gerais, pagando o reajuste de 5%, antecipando uma parcela relativa à progressão horizontal prevista para 2016, e, ao mesmo tempo, fazendo o pagamento de mais uma parcela de posicionamento da nova estrutura remuneratória”, ressalta Anastasia.


Anastasia também esclareceu em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, ano passado, que não pretende se candidatar para a disputar o governo de MG, e sim, o Senado.


ResultadosAno passado, segundo o governador, MG conseguiu resultados expressivos na área de educação, como desempenho na Olimpíada de Matemática. De acordo com ele, o Estado conquistou o maior número de ouros e também o 1º lugar no ranking total de medalhas.

“Em todos os testes e indicadores, Minas Gerais tem uma posição de destaque, graças ao trabalho conjunto da nossa comunidade escolar, professores, pais, servidores, alunos, o envolvimento das famílias e a participação ativa do nosso Governo. Há investimentos expressivos em todo o sistema educacional de nosso Estado para manter Minas Gerais no topo do ranking da educação no Brasil.”, afirma Anastasia.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Rede não se entregou a estratégia de outros partidos, disse Eduardo Campos

Por Hícaro Teixeira

BRASÍLIA 15/12/2013 – O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), mencionou nesse domingo (15), que o Rede Sustentabilidade "não se entregou à tática e estratégia que os outros partidos queriam”. Campos também disse que o Rede soube reagir após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - de ter barrado o registro do partido.  

Em seguida, a
 ex-senadora Marina Silva (PSB/Rede) reafirmou que desconfia até hoje dos cartórios eleitorais. 

Nesse caso, nós sabemos que houve um comportamento atípico por parte dos cartórios. Que é só investigar”, disse Marina. 

Ela também disse, durante a entrevista, que cabe aos cientistas políticos  “estudar profundamente o caso”  da negação do registro do Rede.

Marina, em entrevista aos jornalistas, comentou que o impedimento da criação do Rede, não foi a falta de assinatura. "Nós tivemos 910 mil assinaturas. Não foi por falta de movimento da sociedade também. Tivemos 12 mil pessoas que trabalharam incansavelmente", contou.

Possível aliança com o PPS

Em entrevista com jornalistas, Campos disse que ele e Marina decidiram fazer um diálogo com o PPS. “Nós estamos felizes com a iniciativa e irei marcar uma reunião com o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire”, disse Campos.
"As lideranças do PPS estarão discutindo tanto quanto as lideranças da Rede e do PSB qual será a melhor construção para darmos a melhor contribuição para o País", comentou

domingo, 8 de dezembro de 2013

LIVRO-BOMBA

Por Hícaro Teixeira

Nessa semana será lançado um livro polêmico - Assassinato de Reputações - Um Crime de Estado (Topbooks; 557 páginas; R$ 69,90), de Romeu Tuma Junior, ex-secretário nacional de Justiça do governo Lula, que revelará sobre a fábrica de dossiês dos petistas contra adversários. Um crime que é praticado até hoje na esfera federal. 


Temos hoje, como exemplo, os dossiês que foram apresentados pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, à Polícia Federal, para levantar falso testemunho sobre o escândalo do metrô de São Paulo. No livro terá provas com nomes, documentos, detalhes e datas.

Tuma, na época, recebia ordens do Palácio do Planalto, da Casa Civil e do próprio Ministério da Justiça (MJ) para atacar adversários. Conforme o autor revela no livro, ele recebeu dossiês de parlamentares, ministros e assessores petistas, “que hoje são figuras importantes do governo atual”. O ex-secretário também conta que o ex- ministro da Justiça Tarso Genro, pressionava pessoalmente para deixar vazar os dossiês à imprensa.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou para o jornal O Globo nesse domingo (8), que as acusações do ex-secretário nacional de Justiça são bombásticas, e diz que o PSDB precisa tomar providências para esclarecer os fatos descritos por Tuma. “Vamos discutir iniciativas apropriadas para esclarecer essas denúncias, porque não é apenas a questão dos dossiês, aos quais já estamos até acostumados.

De acordo com o senador, “o caso não pode ficar restrito apenas a uma denúncia”.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Sensacionalismo Barato. Por Hícaro Teixeira

Moacyr Lopes/Folhapress
Por Hícaro Teixeira

Durante a investigação do superfaturamento do Metrô do Estado de São Paulo, em nenhum momento, o Ministério Público de SP aponta José Serra e Geraldo Alckimin como autores do desvio. Fique atento com algumas notícias que a revista Carta Capital e Istoé vem publicando. 

Segundo o promotor de Defesa do Patrimônio Público Marcelo Milani, os contratos foram assinados entre 2008 e 2010, referentes à reforma de 98 trens das linhas 1-Azul e 3-Vermelha. 


Tá! Sabemos que os contratos foram assinados no período do governo Serra, Mário Covas e Alckimin, todos PSDB, mas não significa que eles estejam envolvidos, como acusam as revistas. Só teremos certeza do fato, após a divulgação do relatório final do MP, que pode confirmar se tem o dedo dos três, ou não.

É importante lembrar, que essas investigações é uma guerra política que poderá causar terremotos, se brincar, nas eleições de 2014 no Distrito Federal para prejudicar a candidatura de Arruda/Roriz (Obs: não estou defendendo).

O jornal o Estado de S.Paulo revelou que o deputado estadual licenciado do PT Simão Pedro, passou um dossiê sobre a prática de cartel para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, que deveria ter passado o documento para Procuradoria Geral da República (PGR), e não à Polícia Federal (PF). E tem mais: o dossiê que Pedro passou foi forjado. Como? Existe uma carta anônima em inglês datada de junho de 2008 que possui uma tradução para o português.

A carta é endereçada à direção da Siemens na Alemanha e denuncia práticas ilegais da própria Siemens no Brasil. Em alguns trechos, a tradução para o português não bate com o texto original. Resumindo: as informações foram distorcidas para incriminar o PSDB.

Em inglês está: "Autoridades brasileiras estão investigando o envolvimento de pagamento de propina a funcionários de governo". Na versão para o português esse trecho vira "durante muitos anos a Siemens vem subornando políticos na sua maioria do PSDB e diretores da CPTM, metrô de São Paulo e metrô de Brasília”.

Com informações do Estadão Conteúdo

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Regalias aos mensaleiros. Por Renato Souza


Foto: Breno Fortes.

Por Renato Souza

A Polícia Federal (PF) comprou pizzas para os mensaleiros no primeiro dia de cadeia. Uma regalia que não é compartilhada aos demais detentos, que só podem comer a quentinha da cadeia. O cardápio da primeira noite no xadrez é citado em relatório do procurador federal dos Direitos do Cidadão, Aurélio Virgílio Veiga Rios, que visitou o Centro de Detenção Provisória da PF, na Papuda, em 17 deste mês, um dia após a transferência dos presos a Brasília.


Na ocasião, o procurador e dois promotores do Ministério Público do DF encontraram no local restos da comida entregue na véspera. Ao todo dez pizzas foram compradas na "Pizzaria Nathely", no Jardim Botânico.O local vende pizzas ao preço de R$ 10, R$ 14 e R$ 17, dependendo do sabor e tamanho. As massas foram levadas à cela 4, que abrigava o deputado José Genoino (PT-SP), o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e o ex-tesoureiro do PL (hoje PR), Jacinto Lamas.

A Polícia Federal alegou que as pizzas foram compradas para os agentes, e oferecidas apenas para José Genoíno por educação. Mas Genoíno tem hipertensão e não pode comer alimentos salgados. Procurada pela imprensa, a pizzaria "Nathely" afirmou que "não vende massas com pouco sal ou especialmente para quem tem hipertensão.

A massa já vem pronta de fábrica," disse um atendente. Se a história da PF for verdade, os agentes podem ser os culpados do mal súbito de José Genoíno. Fato que lhe permitiu cumpri prisão domiciliar.

domingo, 24 de novembro de 2013

ESPECIAL MENSALÃO: E agora, a culpa é de quem?














Por
Hícaro Teixeira
Colaboração de Renato Souza

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) decretar a prisão dos condenados do julgamento do mensalão, entre eles José Genoíno, Delúbio Soares e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o Partido dos Trabalhadores tem feito fortes pressões no presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, alegando que ele desrespeitou a lei. E ainda afirmaram que Barbosa “não agiu corretamente ao pedir que os condenados cumprissem a pena em Brasília”. Juristas, deputados, advogados, militantes e parentes ligados ao PT, além de atacarem Barbosa, fizeram duros ataques à imprensa, STF e 'elites' como se muitos não fizessem parte da própria elite.


Um dos primeiros ataques partiu do senador Wellington Dias (PT-PI), que propôs a presidente Dilma Rousseff, em reunião, juntamente com a base aliada, que o Senado usasse “competência constitucional para pedir explicações ao STF”. Dias também sugeriu a formulação de um pedido de impeachment para derrubar Barbosa. Dilma não permitiu a ideia, mas ficou preocupada com o estado de saúde de Genoíno, que estava tendo fortes dores no peito, depois de ter passado dois dias preso na Papuda. Ele começou a ter fortes dores no peito e foi levado diretamente para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), na qual fez exames e foi constatado que ele teve apenas 'pressão alta', segundo boletim médico do ICDF.

Com medo de comprometer a corrida nas eleições de 2014, percebe-se que Dilma, no momento, não quer demonstrar tanta preocupação, apesar de ser companheira de Genoíno. Mas nem é preciso, pois os próprios grupos ligados ao PT não estão abaixando a cabeça. O jurista Celso Bandeira de Mello, professor de direito da PUC-SP reprova as decisões tomadas por Barbosa, depois que foi decretado a prisão dos mensaleiros na sexta-feira (15), data da Proclamação da República. 


"Cabem providências jurídicas contra Joaquim Barbosa, entre elas o impeachment. Qualquer coisa que aconteça com Genoíno será responsabilidade de Barbosa", afirmou em entrevista ao jornal 'O Estado de S.Paulo'. Bizzaro, não é? Bandeira concedeu entrevista ao portal IG também e fez mais críticas dizendo que é mais um problema de maldade do presidente do Supremo. "Ele é uma pessoa má. Falo isso sem nenhum preconceito com a pessoa dele, pois já o convidei para jantar na minha casa. Mas o que ele faz é simplesmente maldade", declarou.  O diretório do nacional PT, também se manifestou contra a postura de Barbosa, mas a ideia de processá-lo foi descartada.

Agência Brasil
Caros leitores, Genoíno, Dirceu e Delúbio não são 'presos políticos', é até loucura afirmar isso
tem que ser muito pinéu para chegar esse consenso. O próprio ex-presidente do PT do Rio de Janeiro e professor de História Contemporânea, da Universidade Federal Fluminense (UFF) Daniel Aarão Reis, disse que "não faz sentido chamar petistas de presos políticos". Em entrevista ao Estadão, Aarão fez outra declaração interessante a respeito dos mensaleiros que estão presos. "Eles estão mais para políticos presos para presos políticos. Não faz sentido. O termo 'preso político' se aplica quando você combate politicamente um governo ou um regime. O José Dirceu e o José Genoíno não foram presos porque combateram o regime. Pelo contrário: eles estavam exercendo o poder dentro do governo", disse.

Aarão não foi o único a cogitar sobre o pensamento tolo dos três patetas. O ex-governador do Rio Grande do Sul, ex-ministro das Cidades e ex-prefeito de Porto Alegre, dá liderança histórica do PT, Olívio Dutra, criticou os dirigentes envolvidos no caso por conduta que teria destoado ideias do partido. "Eles conduziram mal, envolveram o partido", disse Olívio.

O decano do Supremo, ministro Celso de Mello, disse que o caso de mensalão "foi um dos episódios mais vergonhosos da história política do Brasil". O ministro também declarou no ano passado, que em mais de 44 anos de carreira na Justiça, nunca viu tão bem caracterizado o crime de quadrilha. "Nunca presenciei caso em que o delito de quadrilha aparecesse tão nitidamente caracterizado”.

Testemunhas

Seria surreal, uma corte mandar vários políticos para a cadeia sem provas e testemunhas. Por exemplo: alguns depoimentos indicaram que Genoíno negociara valores a serem repassados ao PP e ao PTB. A conversa em Brasília entre Delúbio e Genoíno com Pedro Henry e Pedro Correia, do PP, foi presenciada por Vadão Gomes. Eles conversaram sobre a necessidade de ajuda financeira do PT. Esse depoimento bateu com o de José Janene, que confirmou que o PP havia feito um acordo de cooperação entre o PP e o PT. Isso não é o suficiente?

Livre

Genoíno recebeu alta do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF), na manhã do domingo (24), e foi para a casa da filha no DF. Segundo boletim médico o político "teve uma melhora significativa na pressão arterial e coagulação do sangue". O presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, emitiu uma autorização provisória para que ele cumpra pena domiciliar. O STF deve ainda emitir um parecer definitivo, se Genoíno volta para a prisão ou se cumprirá a pena em casa.

Com colaboração de Renato Souza e informações do Estadão Conteúdo e Conjur.