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terça-feira, 11 de junho de 2013

Dilma seria eleita no primeiro turno em 2014, diz pesquisa CNT

Camila Campanerut
Do UOL, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff seria reeleita no primeiro turno para a Presidência da República caso as eleições de 2014 fossem hoje, segundo pesquisa divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) em conjunto com o instituto MDA nesta terça-feira (11).
Nos dois cenários analisados pelos pesquisadores, a presidente teria mais de 50% das intenções de voto. 
No primeiro cenário avaliado, a presidente teria 52,8% das intenções de voto, contra 17% do senador Aécio Neves (PSDB-MG); 12,5% da ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade) e 3,7% do governador Eduardo Campos (PSB-PE). 
Em ambas as simulações, a diferença de Dilma para o segundo colocado é de cerca de 35 pontos percentuais, semelhante ao intervalo verificado pela pesquisa Datafolha divulgada no último domingo. No entanto, ao contrário do Datafolha, que traz Marina Silva na segunda posição, na pesquisa CNT/MDA Aécio Neves aparece em segundo lugar.Na segunda simulação, em que figuram apenas Marina e Aécio, Dilma lidera, com 54,2% das repostas dos entrevistados, ante 18% de Aécio e 13,3% de Marina. Os entrevistados que votam em branco somam 8,6% e os que não sabem ou não responderam totalizaram 5,9%.
Segundo a CNT, a pesquisa não contemplou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva porque ele já declarou que não sairá como candidato.
Apesar dos números favoráveis à atual presidente, 73,1% dos entrevistados afirmaram que ainda não possuem candidato para a eleição de 2014. Apenas 17,4% deles sabem em quem votar no próximo pleito, enquanto 2% votariam branco ou nulo e 7,5% não sabem ou não responderam.
"A presidente ganharia em todos os cenários em primeiro turno. Mas se aproxima muito de um segundo turno à medida que eles [demais candidatos] passam a ser mais conhecidos. Eles vão crescendo nas intenções de voto, disse Clésio Andrade, presidente da CNT, em entrevista após a divulgação dos dados.
A pesquisa também considerou uma situação em que opinaram apenas os entrevistados que conhecem os prováveis candidatos -- 755 num universo de 2.010 pessoas. Nessa situação, Dilma teria com 44,1%, Aécio 22,8%, Marina 14,2% e Eduardo Campos 5,8%, o que levaria a disputa para o segundo turno. Ainda nesta simulação, brancos e nulos somariam 8,9% e 4,2% dos entrevistados não responderam ou não sabiam.
Sobre o grau de conhecimento dos candidatos, a CNT/MDA verificou que Dilma foi reconhecida por 99,5% dos entrevistados, seguida por Marina Silva (75,6%), Aécio Neves (72,6%) e Eduardo Campos (45%). 
Quando questionados sobre qual partido político gostariam de ver na Presidência da República, 23,1% dos entrevistados apontaram o PT, legenda da presidente, enquanto 5,1% escolheram o PSDB, o maior partido de oposição ao governo federal, cujo presidente é o senador Aécio Neves.
O PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer e maior sigla da base aliada, recebeu apoio de 2,5% dos entrevistados, seguido pelo PSB, do governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos, com 0,7%. Outros 41,7% não sabiam ou não escolheram e 24% não apontaram nenhum partido.

Aprovação pessoal e do governo

A 113ª Pesquisa CNT/MDA também  avaliou os índices de popularidade do governo e pessoal da presidente Dilma Rousseff. A presidente é aprovada por 73,7% dos entrevistados, e seu governo, por 54,2%. Na última pesquisa, de julho de 2012, Dilma teve aprovação pessoal de 75,7% e aprovação de seu governo foi de 56,6%. A queda na aprovação pessoal de Dilma está dentro da margem de erro, de 2,2 pontos percentuais.
A redução da aprovação da mandatária foi noticiada no domingo por pesquisa do instituto Datafolha. No entanto, como a periodicidade da pesquisa da CNT é diferente, não foi possível detectar a tendência de queda mostrada pelo Datafolha.
Foram entrevistadas 2.010 pessoas em 134 municípios de 20 Estados entre os dias 1º e 5 de junho deste ano. Esta é a segunda pesquisa da CNT em parceria com o instituto MDA -- os levantamentos anteriores foram feitos com os institutos Vox Populi (1º ao 28º) e com o Sensus (29ª a 111ª).
A pesquisa não tem periodicidade definida -- o último levantamento, feito entre os dias 18 e 26 de julho de 2012, foi divulgado em agosto de 2012. 

Pessimismo

A pesquisa registrou um maior pessimismo dos brasileiros com relação às expectativas para os próximos meses. Com relação à oferta de empregos, 39,6% dos entrevistados acham está melhor agora, ante 54,1% do ano passado. Já 44,5% acham que ficará igual, ante 32,2% da avaliação anterior, e 11,5% acreditam que poderá piorar frente 9,6%.  Aqueles que não sabem ou não responderam não se mantiveram no patamar de 4%.
A expectativa de aumento renda mensal também caiu de 35,8% deste ano ante 49% do ano passado. Mas a maioria (51,9%) acredita que deverá se manter igual – que é maior que a avaliação anterior de 42,9%. Somam 8,5% os que disseram acreditar que a renda vai diminuir, antes era 5,1%.
As ofertas de saúde e educação também registraram baixa na perspectiva de melhora de 43,7% (em julho de 2012) para 26,2% (em junho deste ano) e 47,2% (em julho de 2012) para 33,1% (em junho deste ano), respectivamente.
A situação da segurança no país também apresentou queda no otimismo: 29,1% dos entrevistados acham que vai melhorar, frente 39,1% da pesquisa passada. Outros 41,1% acham que ficaria igual (o índice era de 41,2%) e 27,3% acham que vai piorar ante 17,1% da avaliação anterior. 
"Há uma queda em relação no otimismo em relação ao emprego e à renda mensal. [Houve] também quedas nos índices de saúde e segurança. Estes itens pesam. É um alerta ao governo, apesar dos altos índices de popularidade da presidente", destacou Clésio Andrade.

Confiança

Entre as instituições que inspiram maior confiança nos entrevistados, a Igreja aparece em primeiro lugar, com 37,5%, seguida da Polícia Federal (13,8%), do Supremo Tribunal Federal (8,2%), do Ministério Público (7,8%), da Presidência da República (7,1%). Senado, com 0,7% de confiança, e Câmara dos Deputados, com 0,6%, aparecem no final da lista. Outros 18,7% dos entrevistados disseram não acreditar em nenhuma delas, e 5,7% não sabem ou não responderam.
Os entrevistados também se dividiram quando questionados sobre o impacto da inflação em sua renda: 36,7% avaliaram que será alto; 36,6% acham que será moderado; 18,6% consideram que será baixo e 8,1% não sabem ou não responderam.

Pesquisa anterior

Na pesquisa anterior, o então cenário eleitoral mostrava que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria com 69,8% dos votos caso a eleição se realizasse no dia que os entrevistados foram questionados. Na sequência, estaria o senador Aécio Neves (PSDB-MG), com 11,9% das intenções de voto e o governador do Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) com 3,2%. A margem de erro era de 2,2 pontos porcentuais para baixo ou para cima.
Em um segundo cenário, a CNT trocou Lula pela presidente Dilma Rousseff, que venceria as eleições com 59% das intenções de voto, seguida por Aécio com 14,8% e Eduardo Campos com 6,5% das intenções de voto.

sábado, 27 de abril de 2013

Discurso de Feliciano não agrada todos os deputados pastores da base evangélica

Assessoria de Imprensa/Deputado
Por Hícaro Teixeira

Os deputados federais Roberto de Lucena (PV-SP) e Ronaldo Fonseca (PR-DF), são os únicos da bancada evangélica que não estão de acordo com as declarações feitas pelo pastor Marco Feliciano (PSC-SP), a respeito dos homossexuais e negros. Lucena, diz que Feliciano foi infeliz em seu posicionamento. “Ele já teve a oportunidade de fazer esclarecimentos dessa questão, e esse não é um posicionamento da bancada evangélica”, afirma.


Para Fonseca, a polêmica de Feliciano não assusta. É apenas uma postura agressiva e defensiva em relação às minorias. “Essa batalha travada no parlamento com reflexos na sociedade faz bem para todos, inclusive, para nós evangélicos que não resumimos nossa luta a uma Comissão de Direitos Humanos”, ressalta.
Hícaro Teixeira/ Culto da bancada evangélica
Segundo a cientista política Karla Matos, é natural que os parlamentares da mesma base demonstrem um pouco da discordância ideológica. “Não é de hoje que há um descontentamento entre os que não têm tanta evidência com Feliciano, por exemplo, João Campos (PSDB-GO) e Anthony Garotinho (PR-RJ) tinham na época deles”, afirma.

A eleição do Marco Feliciano na CDH provocou manifestações no Congresso Nacional, após discursos de ódio que o pastor fez para o microblog Twitter, provocando reações adversas. “Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss”, declara.  

O blog COTIDIANO entrou em contato com a assessoria de imprensa do deputado Feliciano, mas segundo o assessor, o pastor não quis se pronunciar. “Feliciano não quer comentar sobre o assunto. Prefere esperar passar todo esse acontecimento”, ressalta.

Sempre quando inicia uma sessão na Comissão, alguns parlamentares de outros partidos formam grupos com ativistas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT), sociedade civil, jovens, negros e até servidores, e, também, tem o grupo do contra, que são religiosos simpatizantes e forças. Após essa formação, começa a confusão. Gritos para o pastor abandonar a comissão, e até religiosos agredindo grupos LGBT. Logo depois dos atritos, Feliciano realiza uma reunião restringindo a entrada dos grupos, portanto, segundo ele, só é permitido a entrada de parlamentares, servidores e jornalistas.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

"Os ‘aloprados’ atacam". Por Merval Pereira


À medida que se aproxima a hora da verdade, com os condenados pelo mensalão próximos do cumprimento das penas a que foram condenados, a ação política desesperada dos seguidores do ex-ministro José Dirceu, a começar pelo próprio, cria um clima de guerra contra o Supremo, numa tentativa de rever as condenações pela desmoralização dos juízes. Os “aloprados” do PT estão novamente à solta, desta vez para tentar controlar o Supremo Tribunal Federal (STF), numa retaliação clara à condenação dos mensaleiros.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), que por sua composição esdrúxula já perdeu qualquer legitimidade — dois réus condenados, os deputados petistas José Genoino e João Paulo Cunha, fazem parte dela —, aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que submete algumas decisões tomadas pelo STF ao Poder Legislativo, numa tentativa patética de fazer retroceder a História, se não ao Segundo Reinado, pelo menos ao Estado Novo de Getúlio Vargas, como ressaltou o ministro Gilmar Mendes.

A Constituição de 1937 dava ao presidente da República o poder de cassar decisões do STF e confirmar a constitucionalidade de leis derrubadas pela Corte. O jurista Marcelo Cerqueira, no livro “A Constituição na História”, fala da “regressiva” Lei de Interpretação de 1840, “expediente destinado a restringir alguns artigos da reforma constitucional”.

Não foi à toa que essa emenda de um obscuro petista surgiu no horizonte político quando se abre o prazo para os recursos das defesas, numa clara tentativa de tumultuar o ambiente, que já está bastante conturbado com a polêmica sobre os chamados “embargos infringentes”.

Os órgãos a serviço dos mensaleiros, sejam blogs ou mesmo associações corporativas dominadas pelos petistas, já comemoram o que seria uma derrota do STF, que estaria sendo obrigado a aceitar os “embargos infringentes” devido à pressão que vem sofrendo dos que consideram que o julgamento do mensalão foi uma farsa política.

Dessa maneira, os amigos de José Dirceu, e ele próprio quando acusa em suas palestras pelo país os juízes do STF de ter protagonizado um julgamento político, criam nos componentes do plenário do Supremo um espírito de corpo na defesa da instituição, mesmo naqueles que estão convencidos de que o Regimento Interno, como dizia o jurista Afonso Arinos, é do tipo constitucional e não pode ser alterado por uma lei.

Ao transformar a eventual aceitação da figura dos “embargos infringentes” em uma derrota do STF, e até mesmo numa admissão de culpa de seus juízes, os defensores dos mensaleiros levam para o plano político uma disputa que deveria ser eminentemente técnica.

O ministro Teori Zavascki, que entrou no lugar do aposentado Cezar Peluso, passa a ser o fiel da balança não de uma decisão apenas jurídica, mas de característica política que pode levar à desmoralização do Supremo diante da opinião pública.

Se José Dirceu conseguir redução de sua pena com uma mudança de voto provocada pela participação do novo ministro, ele poderá conseguir até mesmo ficar em prisão domiciliar, aproveitando-se de falhas no sistema penal brasileiro: o regime semiaberto deve ser cumprido teoricamente em colônia agrícola, industrial ou outro similar. Se não houver vaga num estabelecimento desse tipo — e no Brasil é comum não haver —, o sentenciado poderá ficar em outro local que adote “medidas que se harmonizem com o regime semiaberto”.

Na impossibilidade de outro estabelecimento penal, é pacífico entre os juristas que é direito do sentenciado e dever do Estado que o réu aguarde “em regime mais benéfico”, no caso, o aberto, até que haja vaga em estabelecimento adequado.

Mesmo a prestação de pena em regime aberto tem suas peculiaridades. O condenado deveria dormir em albergues depois de passar o dia livre. Mas, como não os há em número suficiente, o mais provável é que o condenado cumpra sua pena em regime domiciliar, com o compromisso de se recolher em sua residência no período noturno e em finais de semana. Em alguns locais, é exigido que compareçam regularmente em juízo. É aí que tentam chegar os mensaleiros.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Aprovação a Dilma mostraque o Brasil "encherga" bem. Por Guilherme Fiuza

REVISTA ÉPOCA
Moradias do programa Minha Casa Minha Vida oferecem como bônus minhas goteiras, minhas rachaduras na parede
Há uma grita injustificada no caso das provas semianalfabetas do Enem. Não dá para entender tanta indignação. Há anos o governo popular vem preparando o Brasil para a grande revolução educacional, pela qual a norma culta se norteará pelo português falado nas assembléias do PT. Como se sabe, depois de uma blitz progressista da presidente Dilma Rousseff e do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, livros didáticos passaram a ensinar que é certo escrever "nós pega o peixe", entre outras formulações revolucionárias. Alguns especialistas teriam argumentado que o certo seria "nós rouba o peixe", mas isso já é discussão interna deles.

Numa das redações que levaram nota máxima no Enem, o candidato escreveu "enchergar" - com "ch" em vez de "x". Não há reparo a fazer, está perfeito o critério. Depois de três anos deixando o Enem à mercê dos picaretas, pois estava muito ocupado com sua agenda eleitoreira, Haddad elegeu-se prefeito. Um fenômeno desses jamais aconteceria num país que enxerga - só num país que "encherga". Está corretíssima, portanto, a observação por parte do estudante da nova norma culta.

Os que vêem algum erro nisso não sabem acompanhar as velozes mudanças da língua, comandadas pela nova elite. O relato de Dilma Rousseff sobre seu encontro com o papa Francisco também mereceria nota máxima no Enem. Contou a presidente: "Ele estava me "dizeno" que espera uma presença grande dos jovens (na Jornada da Juventude), na medida em que ele é o primeiro papa, ele é várias coisas primeiro". Os corretores progressistas do Enem só dariam nota 1.000 a uma construção dessas porque não existe 1.001.

O novo recorde de aprovação que acaba de ser batido pelo governo e pela "presidenta" só comporta duas explicações possíveis: ou o Brasil está "enchergando" bem, ou o Brasil está "enchergano" bem. Qualquer das duas hipóteses, porém, garante imunidade total à "presidenta" (que também é várias coisas primeira). Ela pode passear de helicóptero sobre as enchentes de Petrópolis e depois pousar, como uma enviada do Vaticano, para rezar pelas vítimas. Os desabrigados de dois anos atrás na mesma região continuam sem as casas prometidas pelo governo popular. Há famílias morando em estábulos. Alguns quilômetros serra abaixo, casas oferecidas pelo governo popular para removidos de áreas de risco foram inundadas pelas últimas chuvas. Moradias do programa Minha Casa Minha Vida oferecem como bônus minhas goteiras, minhas rachaduras na parede.

O povo deve estar "enchergano" tudo isso, porque acolhe o helicóptero de Dilma como um disco voador em missão turística e reza com ela na igreja local, pedindo proteção a não se sabe quem.

A aprovação popular ao estilo governamental de Dilma é comovente. Quem distribui as verbas federais contra enchentes é o ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho - aquele que mandava cerca de 80% do dinheiro para Pernambuco, por acaso seu domicílio eleitoral. As enxurradas podem levar casas e povoados inteiros, mas nada arranca Bezerra do cargo. A cada nova intempérie, é ele quem surge para rechear os comícios chorosos de Dilma com cifras voadoras, que servem basicamente para drenar as manchetes. Ainda de Roma, a chefa suprema da nação declarara que tomará "medidas drásticas" para remover os teimosos que insistem em morar em áreas de risco. O Brasil merece isso tudo.

A população culta também está "enchergano" bem. Todos chocadíssimos, batendo panela contra o pastor acusado de homofobia - nomeado para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Quem manda na Câmara? Quem fica caçando votos dos evangélicos, distribuindo vantagens a seus líderes, como o famigerado Ministério da Pesca? "Nós pega o peixe e entrega ao pastor", reza a norma culta do governo popular. Quanto maior o rebanho, melhor a boquinha. Comissão de Direitos Humanos é troco.

Evidentemente, uma redação do Enem que enxergasse, com "x", que o Brasil e suas instituições estão emprenhados de ignorância pela indústria do populismo levaria nota zero. A revolução petista não tolera esses arroubos elitistas. Prefere receita de miojo.

domingo, 31 de março de 2013

Rio corre perigo, Por Hícaro Teixeira


Foto: Jornal/Paraíba
Por Hícaro Teixeira

O pré-candidato a governador do Estado do Rio de Janeiro, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), tem um passado péssimo . Ele é acusado de corrupção ativa, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Vale apena lembrar que essas acusações são do período que ele estava como prefeito de Nova Iguaçu, entre 2005 e 2010.

Segundo o depoimento prestado ao Ministério Público Estadual (MPE), em fevereiro de 2007, pela ex-chefe de gabinete da Secretaria de Finanças de Nova Iguaçu, Elza Elena Barbosa Araújo, Lindbergh no início de seu mandato, em 2005, teria montado um esquema de captação de propina entre empresas contratadas pelo município – com o valor que podia chegar a R$ 500 mil por contrato.

De acordo com o depoimento de Elza e de outras testemunhas, o dinheiro sujo chegava à sala da secretaria em bolsas e maletas trazidas por empresários e, sem contar, que todas as quantias eram usadas para quitar despesas pessoais de um apartamento da mãe de Lindbergh, num edifício em Brasília.

A propina abastecia até a conta da empresa Bougainville Urbanismo, de Carlos Frederico Farias, irmão de Lindbergh, que mora na Paraíba – terra natal do senador petista acusado pelo STF.

Agora uma pergunta: dá para confiar? O senador Lindbergh destruiu Nova Iguaçu.

sábado, 23 de março de 2013

Sucatas e mais sucatas, por Hícaro Teixeira

Por Hícaro Teixeira

O povo brasiliense mais uma vez caiu na balela do governador Agnelo Queiroz (PT) e de sua turma da Secretaria de Transportes do GDF. No mês passado, o governador fez uma grande e colossal propaganda informando sobre a inclusão de novos ônibus nas cidades de Sobradinho, Sobradinho II, Planaltina e São Sebastião. Por incrível que pareça, foi apenas uma semana com novos ônibus fazendo charme na cidade, porque depois disso o grupo do barão dos transportes amado e exaltado pelo GDF Wagner Canhedo VIPLAN, continua fazendo o que deseja, isto é, colocando modelos antigos de ônibus nas ruas desde 1990.

O Distrito Federal localizado na Região Centro-Oeste do território brasileiro, cuja capital, Brasília, deveria ser exemplo para outros estados (pelo o fato de ter custo de vida mais alto), mas acontece o contrário: no momento está com o pior serviço de transporte público – não só isso! Mas a saúde, segurança e escolas encontram-se numa situação caótica. E olha que é a cidade com os impostos mais altos, hein?!

A situação nos transportes é algo desconfiável desde o rorizismo, pois a VIPLAN como alguns moradores observam, é a empresa com os piores ônibus no DF. O mais estranho foi o GDF ter tomado posse apenas do Grupo Amaral, enquanto isso, Canhedo se divertindo com seus ônibus velhos. Estranho, não?

“Pela primeira vez, no últimos 50 anos, um governo toma a atitude de realizar uma licitação que vai reorganizar o sistema de transportes coletivos do DF”. Um trecho da propaganda publicitária do GDF. Muito hilário.

Vale apena ressaltar que Canhedo manda na metade das frotas no DF. E sabe o que governo está fazendo no momento? Negociando a instalação dos mais famosos parques temáticos dos Estados Unidos em Brasília.

Como diz o personagem da TV mexicana Chapolin-Colorado: calma, calma, não criemos pânico!

Aguarde que no próximo episódio a população do DF irá votar novamente no Agnelo. 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Governo lança Programa Mulher, Viver sem Violência nesta quarta-feira

Programa prevê a construção de centros chamados Casa da Mulher Brasileira, que integrarão serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimentto, abrigamento e orientação para o trabalho, emprego e renda em todas as 27 capitais brasileiras

Agência Brasil

Governo federal lançou nesta quarta-feira (13/3) o Programa Mulher, Viver sem Violência. O programa prevê a construção de centros chamados Casa da Mulher Brasileira, que integrarão serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimentto, abrigamento e orientação para o trabalho, emprego e renda em todas as 27 capitais brasileiras.

“A mulher terá todos os serviços, sem precisar peregrinar atrás de cada um deles”, disse a ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci. Ela explicou que serão investidos R$ 265 milhões até 2014, sendo R$ 115,7 milhões na construção dos centros, compra de equipamentos e manutenção, R$ 25 milhões na ampliação da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, R$ 13,1 milhões na atenção à saúde, R$ 6,9 milhões na humanização da perícia para aperfeiçoamento da coleta de provas de crimes sexuais.

O custo médio de cada centro é estimado em R$ 4,3 milhões, incluindo construção e aquisição de equipamentos. O governo espera atender cerca de 200 mulheres por dia e 72 mil por ano em cada um deles.

Também serão investidos R$ 4,3 milhões em serviços de fronteira, aumentando o número de centros de atenção às mulheres nas fronteiras e estendendo os serviços para as regiões próximas à Bolívia, Guiana Francesa, Guiana Inglesa, ao Paraguai, ao Uruguai e à Venezuela. Atualmente, há três centros de atenção à mulher nas regiões fronteiriças. Além de apoio a migrantes, os centros também atuarão no combate ao tráfico de pessoas.

Segundo o Mapa da Violência, publicado em 2012, pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), mais de 92 mil mulheres foram assassinadas no país entre os anos de 1980 e 2010, tendo quase metade dessas mortes se concentrado apenas na última década. Em 2011, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, registrou 70.270 atendimentos a mulheres vítimas da violência. A maioria delas tinha entre 15 e 29 anos e foi agredida por maridos ou namorados.

No ano passado, dez mulheres foram vítimas de maus tratos a cada hora, segundo dados da Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180).

Em seu último pronunciamento na televisão, Dilma disse que a redução das diferenças de gênero passa pela intensificação do combate aos crimes contra as mulheres, que ela classificou de “monstruosos”, como a violência doméstica e o tráfico sexual. “A violência doméstica, aliás, tem que ser varrida dos nossos lares e do nosso território. Já temos instrumentos poderosos para isso, como a Lei Maria da Penha, que é uma das melhores do mundo. É preciso agora maior compromisso e participação de todos nós”.